terça-feira, 14 de junho de 2011

VALIDAÇÃO OBRIGATÓRIA DE DIPLOMAS MÉDICOS ESTRANGEIROS EM RAZÃO DE ACORDO INTERNACIONAL


Novidades boas no site do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco.

REGISTRO

Mercosul, Bolívia e Chile têm diploma validado no Brasil

Em resposta ao Conselho Federal de Medicina, o Ministério das Relações Exteriores esclareceu que médicos advindos de países que fazem parte do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai), da Bolívia e do Chile têm seus diplomas obrigatoriamente validados no Brasil em razão de um acordo internacional. Com isso, os médicos podem obter residência médica apenas comprovando serem nacionais de um dos países signatários do acordo. Não será necessário qualquer tipo de visto como requisito para o registro nos Conselhos de Fiscalização de Profissão Regulamentada. Além disso, os médicos argentinos, paraguaios, uruguaios, bolivianos e chilenos estarão sujeitos aos mesmos direitos e obrigações dos médicos brasileiros.

http://www.cremepe.org.br/leitorNews.php?cd_noticia=4435

domingo, 12 de junho de 2011

AGORA SÓ DEPENDE DA APROVAÇÃO DO SENADO

Pois é gente, vamos torcer para que tudo dê muito certo, e que o senado aprove também (http://www.senado.gov.br/sf/senado/sgm/201105-Maio.pdf).
Isso sim é que os jornais deveriam mostrar.
Esse lado da moeda ninguém fala né, só mostram as piores coisas e procuram as situações mais tristes. Porque não mostraram faculdades como a UDABOL (só conheço essa da Bolívia, mas sei que tem outras que são boas), ou até mesmo porque não vieram aqui na Argentina  conversar com os alunos e mostrar as universidades daqui. Não é verdade?
Eu acho que mais cedo ou mais tarde, esse projeto de lei quem tem como relator Senador Cristovam Buarque, vai ser muito bom para todas as pessoa que assim como eu escolheu estudar em outro país.
As pessoas tem que parar com essa mentalidade que as faculdades do Brasil são as melhores, ou que as pessoas deixam de estudar no Brasil porque não tem capacidade para passar em um sistema arcaico de avaliação (vestibular), ou porque o individuo não tem grana para bancar um curso, não interessa o motivo que faz cada um sair do Brasil para estudar, isso tudo é muito preconceituoso e feio.
Uma coisa engraçada é que quando vamos em alguma palestra, ficamos todos satisfeitos e sempre falamos, nossa o palestrante ou o professor é de tal país, ou então quando tem um congresso internacional, fazem questão de colocar o nome dos palestrantes e colocar o país de onde vem, e ficamos todos felizes ao ir em um congresso desses. Será que todos esses palestrantes e professores fizeram faculdade no Brasil????  Mas quando um brasileiro vai estudar fora o estudo dele não presta para trabalhar no Brasil? Kkkkkkkkkkkkk, dai-me paciência Senhor.
Só espero que as universidade se credenciem e que os conselhos não as proibam disso.

sábado, 11 de junho de 2011

ONDE COMPRAR EM BUENOS AIRES


Quem viaja para Buenos Aires acredita que o melhor lugar para comprar é a Rua Florida, mas os turistas ainda não encontraram a Avenida Avellaneda (http://www.av-avellaneda.com.ar/), é uma avenida entre os bairro Flores y Floresta.
Essa avenida reúne mais de 1600 comércios de fabricação e venda de roupas, com preços muito inferior ao que costumam pagar nos pontos turísticos de Buenos Aires.
Na verdade é como se fosse a 25 de março ou o Brás de Buenos Aires.
A única coisa ruim é que a maioria das lojas só aceitam dinheiro, nada de cartão de crédito ou débito, e o único dia que vendem para o varejo é sábado (09 horas às 14 horas), porque os outros dias (08:30 horas às 18 horas) a maioria das lojas só vendem no atacado, mas consideram atacado a partir de 05 peças.
A linha de metrô que passa mais próximo a Calle Avellaneda é a linha A e desce na estação Puan ou estação Carabobo, dependendo de onde você está tem que fazer combinação entre as linhas do metrô.
O mais simples a se fazer antes de sair de casa (se tem um computador fácil ou então passa em uma lan house) e procura no mapa interativo de Buenos Aires como faz para ir, assim não se perde.
Outra dica, tenha bastante atenção com tudo e todos que estão ao seu redor, se bem que falo isso também para quem vai para a Florida, porque nesses lugares onde tem muita gente é sempre arriscado ficar sem alguma coisa, e a galera que costuma te deixar sem suas coisas são especializados no que fazem, são muito rápidos e normalmente agem em pelo menos 02, um pega suas coisas e quando você tenta correr atrás, o outro que está logo atrás de você te derruba, e não pense que alguém vão te ajudar, porque não vão. Eu já vi isso acontecer na Florida, então sempre de olho, ao sair leve o mínimo possível de coisas, correntes de ouro o mais escondido que der, bolsas e mochilas sempre para a frente, homens com as carteiras nos bolsos da frente e mais uma vez, SEMPRE ATENTOS.
A dica de hoje é essa.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

NADA DE CAFÉ E MUITO MENOS HISTÓRIAS


Gente, vocês lembram do convite para a ida de amanhã na Cafeteria Starbucks do Shopping Alto Palermo às 17 horas?
Pois é infelizmente não deu certo, acho que o pessoal desanimou por causa do frio, e por isso quase ninguém confirmou a ida, então o Júnior preferiu adiar e deixar para uma próxima oportunidade.
Abaixo segue o link do blog Um Brazuca em Buenos Aires, para avisar do cancelamento do convite.
Quem sabe na próxima.
http://nasdaqjr.blogspot.com/2011/06/sem-cafe-e-nada-de-historias.html


quarta-feira, 8 de junho de 2011

BUSCA DE EMPREGO EM BUENOS AIRES


Muita gente me pergunta como é para procurar emprego em Buenos Aires.
Vou postar alguns sites de busca de emprego, mas na verdade eu não tenho experiência em procurar emprego por aqui, porque enquanto der vou me dedicar aos estudos, que na verdade foi para isso que vim, agora se a situação apertar, terei que correr atrás também.
Mas tenho minhas experiência de quando eu procurava emprego no Brasil.
Na minha opinião Ppocurar emprego é um trabalho que necessita tempo integral. 
Nessa hora devemos ser organizados, realista e acima de tudo persistentes .
Para dar o ponta pé inicial é importante fazer uma avaliação sincera de si próprio. 
Vamos tentar responder às questões abaixo:
  1. O que eu sei e o que eu não sei fazer?
  2. O que gosto e o que eu não gosto de fazer? (na minha opinião uma das questões mais importantes)
  3. Onde poderei melhorar?
  4. A que tipos de emprego me posso candidatar?
  5. Estou disposto a mudanças, como o local de residência ou percorrer grandes distâncias?
  6. Será que é necessito uma formação complementar?
Após esta auto-avaliação estamos prontos para começar a procura incessante do tipo de emprego que se encaixa conosco de acordo com as respostas obtidas.
Todos os dias surgem novas oportunidades de emprego, então agora mãos a obra e boa sorte.


Desejo muito boa sorte para todos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida)


Foi publicada no dia 18 de março de 2011 a Portaria Interministerial que institui o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida). O exame será aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em colaboração com a subcomissão de revalidação de diplomas médicos, da qual participam representantes dos ministérios da Saúde, Educação e Relações Exteriores e da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes), além do Inep.



A partir da publicação da portaria, será divulgado pelo Inep o edital com o cronograma e os prazos para adesão das instituições e inscrição dos candidatos. As universidades públicas interessadas em aderir ao exame firmarão termo de adesão com o Ministério da Educação. Pode inscrever-se o candidato que tenha diploma expedido no exterior, em curso reconhecido pelo ministério da educação ou órgão correspondente do país onde se formou. O edital também definirá os locais onde a prova será aplicada. 

O Revalida será realizado em duas etapas, sendo a primeira constituída de prova teórica e a segunda de prova prática de habilidades clínicas. A avaliação será feita a partir da matriz de correspondência curricular, documento elaborado pela subcomissão de revalidação tendo como referência as diretrizes curriculares nacionais do curso de medicina no Brasil.

Projeto Piloto – A elaboração de um novo modelo para a revalidação dos diplomas obtidos por estudantes em universidades estrangeiras teve início no ano passado, a partir de um projeto piloto do qual participaram 25 universidades públicas de ensino superior do país. Inscreveram-se no projeto piloto 628 candidatos com diplomas oriundos de 32 países.  Atualmente, os alunos formados em medicina em universidades de outros países precisam revalidar seus diplomas em alguma instituição pública de ensino superior. O processo, porém, é moroso e não padronizado, já que cada instituição adota um procedimento próprio. A expectativa é de que, com o exame nacional, o processo seja unificado, com critérios técnicos e conceituais claros, podendo ser realizado num intervalo de seis meses a um ano. 


Consulte aqui a Portaria Interministerial nº 278 que institui o Revalida: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=12&data=18/03/2011

ESTUDAR MEDICINA NO EXTERIOR - FANTÁSTICO 05-06-2011


Gostei da reportagem, acho que mostrou a dificuldade que os alunos encontram, seja ela financeira ou para revalidar o diploma.
Mas, acho que poderiam ter expandido um pouco mais, poderiam mostrar outras universidades, mostrar outros alunos, mostrar mais pessoas que trabalham no Brasil e que conseguiram a validação.


Agora um pouco da minha opnião sobre essa situação:


Só quem estuda no exterior sabe a real dificuldade que encontramos, que as coisas não são tão fáceis com as pessoas pintam, que não temos vestibular, mas temos o CBC que não é nada fácil, que fazemos muitas provas durante o ano e que se não passarmos nessas provas também não temos a vaga.
A maioria das pessoas acham que os alunos que escolhem estudar medicina no exterior é porque o vestibular de medicina no Brasil é muito difícil, mas eu acho que a maioria opta pelo ensino no exterior por um motivo maior, que é a falta de renda para pagar as mensalidades absurdas que são cobradas, faça-me um favor né, mensalidades em torno de R$ 4000 para cima, que é isso minha gente, para depois a pessoa se sujeitar a prestar um concurso público e muitas vezes não ganhar isso por mês, dá licença né!!!
E tem mais, nas universidades públicas ou privadas nos outros países do Mercosul, "não tem um limite de vagas" como é no Brasil, que estipulam 80-100 vagas por universidade, ou seja a concorrência é outro absurdo.
Enquanto por exemplo aqui na Argentina se você passar no CBC tem sua vaga na universidade e pronto, então acho que isso também é um bom motivo para escolher estudar nos países vizinhos ao Brasil.

Agora, o que os nosso colegas esquecem de dizer é que o ensino no Brasil também não está essas maravilhas todas, vamos a alguns dados:


Dos estudantes de medicina que se diplomaram pelas universidades do Estado de São Paulo no ano de 2006, 38% foram reprovados numa prova aplicada pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). No exame anterior, em 2005, o índice de reprovação havia sido de 31%.
A prova não é obrigatória nem tem valor oficial - o médico reprovado pode trabalhar normalmente -, mas é uma das formas que o Cremesp encontrou para comprovar que existem escolas médicas demais no País e com ensino longe do ideal.
E a coisa tende  a piorar, vejam só:
Em 2010, apenas 12,9% dos formandos em medicina inscritos no exame do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp)  foram aprovados no teste da entidade. A prova, não é obrigatória, é aplicada a estudantes que cursaram, em 2010, o sexto ano de medicina no estado de São Paulo. 
No total, 656 alunos se inscreveram e apenas 85 foram aprovados nas duas fases do teste.
Entre os 656 inscritos, 533 alunos compareceram à primeira etapa do exame. Desses, 306 (57%) foram aprovados, o que exigiu acerto de 60% das questões. Dos 306 estudantes que passaram na primeira fase, 264 compareceram à segunda etapa e apenas 85 (32% dos que compareceram à segunda fase) foram aprovados. A nota mínima exigida na segunda etapa era 6.
Chamou a atenção o baixo índice de acertos em ciências básicas (54,14% de acertos), saúde pública/epidemiologia (54,78%) e clínica médica (56,77%).
A reprovação na segunda etapa atingiu 68%.



Esses são os médicos que vão nos atender nos consultórios e hospitais, e o povo fica reclamando dos médicos formados no exterior, que é isso gente???
Chega de preconceito né. Tem espaço para todos. 
Acho sim que tem que ter a prova de revalidação, mas não só para os estudantes brasileiros que se formam no exterior, acho que deveria existir o mesmo estilo de prova que é aplicado para a OAB, para todas as profissões, não só para Medicina, aí sim veríamos qual a real capacidade dos formandos brasileiros.

Acho que toda essa situação vai mudar, está tendo muita repercussão, e vamos colocar fé nesse acordo do Mercosul, porque o Brasil não é melhor que os outros, somos todos iguais.